Aliança REDD+ Brasil contrata IDEIA Big Data para entender hábitos de consumo e percepção dos brasileiros sobre o impacto das companhias áreas sobre o meio ambiente

  • Estratégia para tornar um tema complexo acessível ao entendimento do público em geral;
  • 800 passageiros de voos internacionais dentro do perfil estabelecido entrevistados em 10 dias;
  • Identificação de insights que ajudarão no engajamento de empresas, governos e sociedade civil em prol do meio ambiente.

Com o aumento da população e a maior facilidade de acesso a viagens aéreas, a aviação civil internacional é séria candidata a assumir a liderança dos maiores emissores de gás carbono do planeta já em 2050, quando o setor deverá produzir um quinto das emissões globais. “Se a aviação civil internacional fosse um país, já estaria entre os 10 maiores emissores do planeta. É urgente atacar essa questão de forma imediata”, destaca o gerente de Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia – IDESAM, Pedro Soares, que integra a Aliança REDD+ Brasil.

 

Esses dados preocupantes levaram a Organização Internacional da Aviação Civil – ICAO a estabelecer o primeiro acordo global a fim de limitar as emissões do setor a partir de 2021. Para isso, criou o CORSIA –  Esquema de Redução de Emissões da Aviação Civil Internacional, que será implementado em três fases. As duas primeiras, entre 2021 e 2026, serão por adesão voluntária, e a partir de 2027, se tornarão mandatórias para todos os países da ICAO, incluindo o Brasil.

 

Para entender os hábitos de consumo, percepção e opiniões dos brasileiros sobre o tema, a Aliança REDD+ Brasil encomendou uma pesquisa ao IDEIA Big Data que foi conduzida junto a 800 passageiros de voos internacionais entre os dias 1º e 10 de abril de 2019. Todos os entrevistados viajaram de avião para fora do país nos últimos 12 meses ou pretendem viajar nos próximos 12 meses, e são responsáveis pelo pagamento da própria passagem aérea. “Os resultados da pesquisa nos surpreenderam por se tratar de um tema pouco abordado pela imprensa e de difícil acesso. O IDEIA Big Data executou as atividades previstas de forma eficiente e rápida e nos ajudaram muito a traduzir as principais perguntas de forma a deixa-las acessíveis ao público em geral, assim como nas estratégias de divulgação e comunicação dos produtos. Gostamos muito dos resultados setorizados por perfil do entrevistado”, afirma Pedro.

 

O estudo mostrou que 89% dos entrevistados não conseguem citar nenhuma companhia que tenha preocupação com a redução de carbono ou compensação, assim como também não se posicionaram sobre a afirmação das companhias estarem prejudicando o meio ambiente – 52% não concordaram, nem discordaram. Porém, a grande maioria (75%) consente que voar em uma companhia área que se preocupa com a redução de carbono é importante.

 

Ao decidir comprar uma passagem aérea para viajar para fora do país, quase metade dos entrevistados confessou não possuir preocupação com as emissões de carbono. Ainda assim, sete em cada 10 entrevistados acreditam que companhias aéreas que se comprometem a reduzir ou compensar essas emissões terão maior preferência dos clientes. 68% dos respondentes mostraram disposição até de pagar entre R$5 e R$8 a mais por bilhete se soubessem que o valor seria revertido para redução ou compensação das emissões de carbono do seu voo. Apenas 18% não estão dispostos a pagar a mais por isso.

 

Com relação às medidas que poderiam ser adotadas para ajudar a reduzir os prejuízos ao meio ambiente, a maioria (57%) avalia que a melhor estratégia seria o uso de biocombustíveis ou melhorias tecnológicas nas aeronaves. A segunda melhor opção, considerada por 39%, é a conservação ambiental e a biodiversidade, com apoio a programas de reflorestamento e conservação florestal.

 

Por fim, a terceira medida para diminuição ou compensação das emissões em voos internacionais, preferida por 31%, é por meio do apoio a projetos de eficiência energética. “Os resultados geraram diversos novos insights para o nosso trabalho e serão muito importantes para retomar o debate sobre este tema tão importante, o das mudanças climáticas, incluindo o engajamento das empresas, governos e sociedade civil sobre as oportunidades do esquema do CORSIA para o Brasil e para as florestas”, conclui Pedro.

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Pesquisa

Tags

Opinião Pública, Português

Date published

17 de maio de 2019