IDEIA e Mapa Educação: Mais uma parceria para ajudar a melhorar a Educação no País

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Reforma do Ensino Médio

  • 1400 jovens entre 16 e 25 anos, das classes B e C, alunos de escolas públicas, entrevistados;
  • Retrato da opinião dos jovens identificado

Já dizia Nelson Mandela: “Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. O IDEIA Big Data concorda tanto com esse pensamento que sempre busca apoiar e se envolver com projetos que buscam promover uma Educação melhor para todos. Além da parceria com o movimento Todos pela Educação, há pouco mais de um ano, o IDEIA Big Data também se uniu ao Mapa Educação, instituição que trabalha para que o tema seja prioridade na agenda política nacional.

De lá para cá, a parceria entre o IDEIA e o Mapa Educação tem trazido a tona inúmeras informações e subsídios para tentar alavancar a Educação no País, como o estudo sobre a Reforma do Ensino Médio, que ouviu 1.400 jovens em todo o Brasil. A maioria dos entrevistados tinha entre 16 e 25 anos de idade e eram alunos de escolas públicas, das classes B e C, com renda familiar entre R$ 3 mil e R$ 10 mil. “O objetivo principal foi saber o que os estudantes achavam do ensino médio e das mudanças anunciadas pelo governo para apresentar ao Ministério da Educação e fazer com que os jovens, os principais interessados, fossem ouvidos. Fizemos um retrato mais urbano dos secundaristas nas grandes cidades”, explica o diretor do IDEIA Big Data, Maurício Moura.

A pesquisa revelou que, embora 91% dos estudantes já tivessem ouvido falar da reforma, que propunha mudar a distribuição das disciplinas e flexibilizar o conteúdo das aulas, apenas 41% se disseram favoráveis a ela. Os alunos contrários (25%) e indiferentes à reforma (34%) somaram 59%. A maioria, 61%, afirmou ter interesse em participar em discussões sobre o ensino médio e transmitir suas opiniões ao governo.

O maior problema do ensino médio, citado por 9% dos entrevistados, refere-se ao conteúdo ensinado, que pode ser exagerado, desnecessário ou insuficiente; seguido de falta de infraestrutura ou recursos (8%) e problemas na estrutura e/ou organização, citados por 7%. Também aparecem na lista problemas como ensino fraco, falta de interesse dos professores ou professores desqualificados.

Questionados sobre se já pensaram em deixar a escola, a minoria, 31%, disse que sim. Entre esses, o principal motivo para cogitar o abandono, citado por 41%, é o fato de que precisavam trabalhar. Provavelmente pela necessidade de conciliar trabalho e estudos, 37% dos ouvidos consideram negativo ou muito negativo o aumento da carga horária para tempo integral, de 7 horas ou mais de aula por dia, uma das medidas previstas na reforma.

Um ponto revelado na pesquisa que parecia alinhar-se às intenções da reforma é o amplo interesse dos estudantes em cursos técnicos e profissionalizantes: 46% escolheriam o curso técnico e profissional se tivessem a opção de escolha. “A pesquisa sobre a Reforma do Ensino Médio foi inovadora. Ninguém estava falando sobre como diferentes explicações sobre a reforma – ou sobre uma política pública, em geral – afetam a opinião pública. O nosso estudo foi inovador e o trabalho do IDEIA Big Data tem se mostrado incrível para a nossa produção de conhecimento e, consequentemente, visibilidade, porque conseguimos produzir estudos da mais alta qualidade”, conclui o copresidente e diretor de Pesquisa do Mapa Educação, Gustavo Empinotti.

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Category

Pesquisa

Tags

Opinião Pública

Date published

11 de junio de 2018