Madrugada é considerado o melhor horário para compra na Black Friday Brasil

93% dos entrevistados entrou ou pretendia entrar em algum site participante da Black Friday durante a madrugada da quinta para sexta-feira

 

A Black Friday, promoção consagrada nos Estados Unidos por conceder grandes descontos na última sexta-feira de novembro, também já conquistou seu público fiel aqui no Brasil. Uma pesquisa realizada pelo IDEIA Big Data mostrou que 79% dos entrevistados pretendiam aproveitar a Black Friday para comprar algum produto ou serviço, muitos deles (47%), para adiantar algumas compras de Natal. A grande maioria (80%), participou de edições anteriores. “Em 2016, esse número era de 71%, o que mostra que as pessoas estão colocando o Black Friday no seu calendário de compras e, mais do que isso, aprendendo a desconfiar de falsos descontos e obtendo os melhores preços”, destaca o CEO do IDEIA Big Data, Maurício Moura.

89% das pessoas afirmaram que já tinham pesquisado os preços do produtos específicos que pretendiam comprar antes da Black Friday e 82% delas fizeram uma pesquisa ampla, em diferentes meios. Os canais mais usados para pesquisar os preços para a Black Friday foram: Lojas online (para 82% das pessoas), sites de marcas específicas (48%) e sites para comparação de preços.

Já durante a Black Friday, as pessoas assinalaram, em média, dois meios em que pretendiam buscar produtos. Entre os mais citados, apareceram as lojas online (71%), as lojas físicas (44%) e, para 34%, os sites com promoções de várias marcas e produtos dispostos para a comparação.

Um ponto que chama atenção na pesquisa é o horário preferido para compras: a madrugada. 93% dos entrevistados entrou ou pretendia entrar em algum site participante da Black Friday durante a madrugada da quinta para sexta-feira. O principal motivo é porque acreditam (32%) que há uma maior disponibilidade de produtos e por achar os preços mais convidativos neste horário (29%).

 Com relação a categoria dos produtos, tivemos uma mudança nos TOP 5 em comparação ao ano anterior. Celulares e tablets continuaram em primeiro lugar (36%) e os eletrodomésticos em segundo, com 28%. No entanto, em 2016, informática ocupava a terceira colocação com 24%, mas foi substituída esse ano pela categoria beleza e saúde (25%). Moda e acessórios manteve a quarta colocação (24%) e informática caiu para quinto na classificação (22%). Em 2016, essa posição era ocupada pelos eletro portáteis.

Os sites que as pessoas mais acessaram ou pretendiam acessar, são: Americanas (70%), Magazine Luiza (50%), Submarino (43%), Mercado Livre (37%) e Netshoes (35%). Já a média de compra se dividiu de forma praticamente igualitária para 72% da amostra: 18% gastou ou pretendia gastar entre R$101,00 e R$ 300,00; 17% entre R$301,00 e R$500,00; 21% entre R$501,00 e R$1000,00; e 17% entre R$1.001,00 e R$2.000,00. A variação do ticket médio de 2016 para 2017 aumentou 3,6%, saindo de R$ 750,64 para R$ 777,65.

Do total de entrevistados, 40% de fato chegou a finalizar as compras. Desse percentual, 67% não teve surpresas ao concluir o processo e afirmou que tudo ocorreu como previsto. Para 22% das pessoas que concluíram a compra, a surpresa indesejada foi em relação ao frete, considerado “muito caro”.

Segundo 53%, a edição 2017 da Black Friday não foi melhor, nem pior do que a anterior, mas os preços estavam mais baixos do que o período antes da promoção (57%).

A pesquisa foi realizada entre a madrugada do dia 23 para o dia 24 de novembro com 1907 pessoas de todo o Brasil, sendo: 55% moradores do Sudeste; 21% do Nordeste; 13% da região Sul; 7% do centro-oeste e 4% do Norte. A grande maioria pertence à classe social B (55%), seguidas pela classe A (28%) e classe C (20%). 30% tinham entre 18 e 24 anos e 24% mais de 35 anos. A divisão por sexo se deu 53% feminino e 47% masculino.