Netflix é responsável por 34% dos cancelamentos de assinatura de TV paga

Através da sua ferramenta de pesquisa via mobile e web, PiniOn, o IDEIA Big Data entrevistou mil pessoas de todo o Brasil, entre os dias 23 e 25 de outubro

 

O que as pessoas mais assistem no Netflix? Quais os hábitos dos telespectadores? Qual a sua real interferência nas assinaturas de TV pagas? Para desvendar essas questões e conhecer o comportamento da população com relação ao Netflix, o IDEIA Big Data realizou uma pesquisa com mil jovens e adultos de todo o Brasil, entre os dias 23 e 25 de outubro.

A grande maioria dos entrevistados possui, além do Netflix, assinatura de TV paga (76%), e 59% delas pretendem continuar assinando ambos os serviços. No entanto, chama atenção que entre os 24% que não têm TV paga, 34% cancelou o serviço após ter assinado o Netflix. Além disso, 10% pretendem cancelar a assinatura da TV paga para contratar o Netflix. “Os números trazem um elemento adicional que corrobora a hipótese do potencial revolucionário de tecnologias como a da Netflix. O futuro passa menos pelo cabo e mais pelo streaming”, avalia o presidente do IDEIA Big Data, Maurício Moura. Outros 16% declararam ter cancelado a TV paga devido à mensalidade ter ficado maior do que poderiam pagar.

Do total de respondentes, 59% são assinantes do Netflix, 24% moram com alguém que assina e deixa o login disponível e 16% usam o login de alguma pessoa que não mora com ela, mas empresta o acesso. A maioria assiste Netflix acompanhado (71%), e destas pessoas, 41% assistem com o namorado(a) e 36% com o companheiro(a).

40% dos respondentes assistem ao Netflix todos os dias e 30% entre uma e três vezes na semana. Quando questionados se assistem mais durante a semana ou aos finais de semana, 55% afirmam que “não há regras” para o uso e 35% assistem mais aos finais de semana.
O período do dia em que mais pessoas assistem é à noite (78%). Só 13% dizem assistir mais durante à tarde.

Buscar o conteúdo pela categoria é como 38% escolhem ao que assistir, mas 34% afirmam ser direcionados pelas recomendações do Netflix. Já 19% definem a programação antes de acessar e buscam diretamente pelo nome do filme. Com relação ao tipo de programa, a procura por séries leva grande vantagem sobre os filmes. Enquanto 70% assistem mais séries, só 25% veem filmes com maior frequência. As categorias que as pessoas mais gostam de assistir são: Ação e aventura (70%), comédias (69%), Suspense (53%) e ficção científica (47%).

Quanto à última vez que em que assistiram Netflix, 43% informou ter visto no dia anterior da missão, 21% na última semana e 20% no mesmo dia da missão. 92% das pessoas lembravam o que assistiram, com uma variedade bem elevada na resposta espontânea: a série “Suits” foi a mais mencionada, com 5%, e Narcos, com 4%.

A pesquisa foi realizada com um público que já havia assistido algo na Netflix pelo menos uma vez. A amostra ficou equilibrada em relação ao gênero (48% feminino e 52% masculino), com maior concentração entre pessoas de 25 a 34 anos de idade (48%) e pertencentes à classe B (53%).

67% dos fumantes já tentaram largar o cigarro

Para conhecer os hábitos dos fumantes, o IDEIA Big Data realizou uma pesquisa com mil usuários de cigarros de todo o País, entre os dias 10 e 12 de outubro

 

81% das pessoas gostariam de parar de fumar e 67% delas já tentaram largar o vício, sem sucesso. Esses dados foram revelados em pesquisa realizada pelo IDEIA Big Data, entre os dias 10 e 12 de outubro, com mil usuários de cigarros de todo o País. “A pesquisa mostra que a qualidade de vida e preocupação com a saúde são cada vez mais relevantes nas decisões. Isso potencializa ainda mais o drama da luta para deixar de fumar”, destaca o presidente do IDEIA Big Data, Maurício Moura.

De acordo com a pesquisa, o principal motivo para as pessoas tentarem parar de fumar é a preocupação com a saúde (74%), mas não conseguiram atingir o objetivo por ansiedade (17%) e uma vontade incontrolável de fumar (16%).

A Lei Antifumo 12.546/2011, que proíbe fumar em lugares parcialmente fechados, é aprovada por 73% da amostra, sendo que 60% acreditam que o governo deveria fazer mais para combater os danos causados pelo tabagismo, incluindo ações para ajudar a deixar o vício. 57% concordam que se sentem julgados ao acender um cigarro na frente de outras pessoas, mesmo quando elas não são conhecidas.

Com relação à quantidade, 58% fumam entre 1 a 4 maços por semana, e primeiro cigarro do dia é fumado assim que acorda (29%) ou uma hora depois (28%). À noite é o período em que a maioria (54%) fuma com maior frequência, sendo a bebida alcóolica apontada como o principal motivo para despertar a vontade de acender o cigarro (24%), seguida pelo nervosismo/estresse (15%) e o momento antes, durante e após refeições (14%). Além disso, 60% das pessoas fumam mais quando estão sozinhas.

Chama atenção o fato de 65% gostarem de beber algo enquanto fumam: 84% consomem cerveja, 48% café, 37% vinhos e 36% vodca. Ou seja, o consumo de bebidas alcóolicas está bastante ligada ao acender do cigarro.

A principal razão que levou os fumantes a experimentarem o fumo foi a curiosidade (35%), mas 26% creditam a influência de amigos e familiares como o maior motivador. A maioria dos fumantes (58%) não pratica esporte (mais de 3 vezes por semana por pelos menos 30 minutos) e costuma comprar cigarros em lojas de conveniência (37%) e em padarias (25%).

Na escolha do cigarro, o atributo mais importante é a marca (53%), ou seja, ser de um fabricante conhecido. Já 19% definem pela variedade de sabores. Marlboro (40%), Dunhill Carlton (17%) e Lucky Strike (11%) são consideradas as melhores marcas, e também são as mais consumidas: Marlboro (35%), Dunhill Carlton (14%) e Lucky Strike (10%). Os cigarros sem sabor são preferidos por 56% dos entrevistados, contra 29% que preferem com e 15% que gostam de ambas opções.

Outro ponto que merece destaque é que 41% da amostra afirma que sempre joga a bituca no lixo, “mesmo que tenha que carregá-la até encontrar uma lixeira ou um cinzeiro”, mas 34% confessam que, às vezes, jogam a bituca do cigarro no chão.

Realizada pelo IDEIA Big Data, a pesquisa teve como objetivo conhecer os hábitos dos fumantes. Para isso, foram ouvidos mil consumidores de cigarro por meio da plataforma própria de pesquisa via mobile e web, PiniOn, que conta com mais de 680 mil usuários ativos em todo o País. O estudo foi realizado entre os dias 10 e 12 de outubro.

 

Perfil dos Entrevistados:
A amostra está levemente mais concentrada entre os homens (56%), quando comparados às mulheres (44%). Em relação à idade, são principalmente pessoas de 25 a 34 anos de idade (51%). 29% têm mais de 35 anos e 20% apresentam idades entre 18 e 24 anos. 24% começaram a fumar no período de 5 a 9 anos atrás (24%), 22% de 1 a 4 anos e 22% de 10 a 14 anos.

Os respondentes estão distribuídos geograficamente do seguinte modo: 57% no Sudeste, 18% Nordeste, 14% no Sul, 7% no Centro-oeste e 4% no Norte. E mais concentrados na classe B (48%). 38% na classe A e 13% na classe C.