Como pensam os eleitores do Bolsonaro?

Pesquisa realizada pelo Ideia Big Data serviu de base para matéria publicada no Valor Econômico

No último dia 24 de maio, o Ideia Big Data realizou uma pesquisa qualitativa para entender como pensam os eleitores do candidato à presidência da República Jair Bolsonaro, que vem despontando em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. O grupo focal foi realizado em São Paulo, mesclando eleitores das classes A e B, de 21 a 55 anos, alguns com ensino superior, conforme perfil do seu eleitorado.

Os depoimentos dos entrevistados refletem um eleitor com impressões negativas sobre o País: inseguro, desconfiado de todo o sistema político (inclusive das urnas eletrônicas) e com sentimento de vergonha em relação à extensão da corrupção.

Para os seus eleitores, Bolsonaro tem dois “atributos” muito valiosos. O primeiro é ser visto como um personagem com experiência política, mas totalmente diferente dos políticos tradicionais. Valorizam, em especial, o fato de ele nunca ter aparecido em escândalos de corrupção. O segundo é ser visto como alguém de pulso firme, posicionamento forte. Alguém com coragem e autoridade para colocar ordem na desordem, especialmente quando o assunto é segurança pública.

Ficou evidente também que Bolsonaro tem maior aceitação com a população mais jovem (20% têm entre 16 e 24 anos), entre eleitores com ensino superior (22%) e entre os que têm renda familiar acima de dez salários mínimos (27%).

Chama atenção o fato de boa parte dos eleitores do Bolsonaro ouvidos no estudo já terem votado no Lula em eleições anteriores, assim como em Dilma Rousseff em 2010 e 2014. Porém, os entrevistados foram favoráveis ao impeachment da petista e agora nutrem uma forte rejeição ao PT. Confira mais informações sobre a pesquisa na matéria publicada pelo Valor Econômico.

92% não confiam na capacidade de Temer em conduzir reformas

Pesquisa realizada pelo Ideia Big Data foi veiculada no jornal Valor Econômico

Pesquisa realizada pelo Ideia Big Data entre os dias 22 e 26 de maio mostrou que 92% dos entrevistados não confiam na capacidade do presidente Michel Temer em conduzir as reformas da Previdência e Trabalhista.

A pesquisa verificou ainda que a maioria (58%) se opõe à reforma da Previdência. Para o presidente do Ideia Big Data, Maurício Moura, muitas pessoas até admitem o problema econômico, mas não se solidarizam a ponto de aprovar a reforma. “Os defensores sustentam que ela tem que ser aprovada, senão o país irá quebrar. Mas, para uma grande parte da população, o discurso foi o de que as pessoas teriam que se sacrificar porque a classe política quebrou o país”, avalia.

Já com relação à reforma Trabalhista a posição é diferente: 63% acham que ela deveria continuar. Um dado que talvez corrobore para esse posicionamento é o fato da maioria acreditar que dar maior flexibilidade às relações de trabalho ajudaria na criação de empregos (57%).

Mas para os entrevistados, mais importante do que qualquer reforma está o combate à corrupção. 66% entendem que resolver o problema de corrupção no Brasil é mais importante do que melhorar as condições da economia.

A pesquisa foi realizada com pouco mais de 5 mil pessoas em 69 cidades diferentes. Os dados dos estudo serviram de base para matéria publicada no último dia 31 de maio no jornal Valor Econômico. Clique aqui para acessar a matéria.